Aplicativos executados no iPhone e variantes específicas do Android irão pedir sua permissão antes de usar os dados de localização quando você os executar pela primeira vez. Há uma opção para permitir que o aplicativo use sua localização apenas uma vez, em vez de conceder acesso permanente. Mas as coisas nem sempre foram assim, especialmente no Android. O Google enfrentou seus próprios problemas relacionados ao rastreamento de localização alguns anos atrás. Ou seja, quando foi descoberto que mesmo as pessoas que desligavam o histórico de localização ainda eram rastreadas. Não são apenas aplicativos de navegação como o Google Maps que solicitam acesso à localização do usuário em dispositivos móveis.

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Um novo estudo revela a quantidade assustadora de dados adicionais que podem ser coletados apenas a partir de informações de localização. Além disso, sugerindo novas maneiras de lidar com dados de localização acessíveis a aplicativos que podem reduzir o impacto na privacidade de alguém.

Os pesquisadores Mirco Musolesi (Universidade de Bolonha, Itália) e Benjamin Baron (University College London, no Reino Unido) tentaram determinar quantas informações pessoais são coletadas por meio do rastreamento de localização. Dessa forma, para isso, desenvolveram um aplicativo chamado TrackAdvisor, instalado em aparelhos de 69 usuários. O aplicativo funcionou por pelo menos duas semanas em cada dispositivo, rastreando mais de 200.000 locais. Além disso, o aplicativo identificou cerca de 2.500 lugares e coletou 5.000 informações pessoais relacionadas a dados demográficos e personalidade. O TrackAdvisor foi capaz de inferir dados sobre a saúde dos voluntários, situações socioeconômicas, etnia e religião simplesmente olhando as informações de localização que coletou. Esse é o tipo de dados que a maioria dos  usuários consideram confidenciais e privados.

Mais detalhes sobre esses aplicativos

O aplicativo também incluiu uma maneira para que os voluntários forneçam feedbacks sobre a precisão dos dados coletados sobre eles. É assim que os autores foram capazes de determinar que tipo de informação seria considerada privada ou confidencial.

“Os usuários não estão cientes das implicações de privacidade de algumas permissões que concedem a aplicativos e serviços, em particular quando se trata de informações de rastreamento de localização”, disse Musolesi em um comunicado. “Graças às técnicas de aprendizado de máquina, esses dados fornecem informações confidenciais, como o lugar onde os usuários vivem, seus hábitos, interesses, dados demográficos e informações sobre a personalidade dos usuários.”

Os autores dizem que este é o primeiro estudo extenso a lançar uma luz sobre o tipo de informação que pode ser aprendida com o rastreamento de localização. “Consequentemente, o estudo também mostra como a coleta de tais informações pode representar uma violação da privacidade dos usuários”, diz um comunicado à imprensa.

Os pesquisadores afirmam que esses estudos podem abrir caminho para políticas aprimoradas de rastreamento de localização em aplicativos para proteger melhor a privacidade do usuário. Além disso, isso envolveria controles de privacidade mais granulares que permitem aos usuários escolher que tipo de informação de localização não deve ser compartilhada com os aplicativos.

“Graças a esses sistemas, os usuários interessados ??- por exemplo – em proteger informações sobre a própria saúde podem receber uma notificação cada vez que vão a um posto de saúde ou hospital”, confirma Musolesi. “Mas há mais. Isso também pode levar ao desenvolvimento de sistemas que podem bloquear automaticamente a coleta de dados confidenciais de terceiros. Graças às configurações de privacidade previamente definidas.”

Conclusão

Por fim, vários aplicativos e serviços rastreiam usuários na web e em dispositivos móveis, e escapar do rastreamento de anúncios é quase impossível. Mas você pode limitar a quantidade de informações de localização que compartilha com outros aplicativos acessando as configurações de privacidade do seu telefone e alterando as permissões de localização para cada aplicativo que possa solicitá-las.

Fonte: BGR

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