Você já imaginou poder ter tudo o que a tecnologia oferece em uma lente de contato? Onde ela pode te mostrar mapas de uma cidade ou em um visor de capacete para que você possa fugir do trânsito, por exemplo? Pois isso tudo pode se tornar real a partir de agora. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Melbourne (RMIT), na Austrália, descobriram uma técnica tornar dispositivos eletrônicos transparentes.

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A técnica é baseada em utilizar óxidos semicondutores translúcidos que podem permitir a construção de aparelhos eletrônicos totalmente transparentes. O que a equipe que descobriu a técnica fez foi colocar um componente de beta-telurito ultrafino nos semicondutores bidimensionais. A mistura fez com que formasse um óxido do tipo “P”.

 O líder da equipe, doutor Torben Daeneke disse: “Este novo óxido do tipo “p” de alta mobilidade permitem circuitos transparentes”

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Mas quais são os tipos de óxidos?

Bom, em geral existem apenas dois: um que chamamos de tipo “N” os do tipo “P”. A junção desses dois tipos de óxidos é justamente o que permite a construção de dispositivos eletrônicos, com circuitos integrados totalmente transparentes.

Antes dessa descoberta, havia muita dificuldade em produzir dispositivos transparente. A falta de óxidos do tipo “P” de qualidade era muito grande.

“A vida moderna depende muito desses materiais, uma vez que eles são a base para a construção de computadores e smartphones”, acrescentou o doutor Daeneke.

Como chegamos a está descoberta

Tudo começou com um estudo feito lá em 2018, quanto cientistas descobriram que o beta-telurito poderia ter propriedades de óxidos do tipo “P”, já que ele pode se comportar tanto como metal quanto não metal.

A equipe de cientistas do RMIT isolou o beta-telurito usando uma técnica baseada nas propriedades químicas do metal líquido. Patjaree Aukarasereenont, uma das pesquisadoras que fizeram parte do estudo explicou: “Graças ao oxigênio do ar, uma gota derretida forma naturalmente uma fina camada de óxido de beta-telurito. Conforme a gota de líquido rola sobre a superfície com selênio, esta camada de óxido cola nela, depositando folhas de óxido extremamente finas e transparentes em seu caminho”

As folhas que foram obtidas através do experimento possuem aproximadamente 1,5 nanômetro, o que pode ser considerado invisível ao olho humano. Não somente podendo ser transparente, mas o beta-telurito é capaz de conduzir energia 100 vezes mais rápido que os semicondutores de óxido conhecidos até o momento.

A próxima geração de dispositivos eletrônicos

A esperança é que o estudo ajude na criação de aparelhos que até então só conseguíamos ver em filmes de ficção. “Ter um semicondutor tipo “p” rápido e transparente à nossa disposição tem o potencial de mudar completamente a eletrônica, ao mesmo tempo em que possibilita telas e dispositivos com eficiência energética melhores”, termina o doutor Daeneke

Claro que podemos pensar que isso ainda é um sonho distante, já que os cientistas ainda precisam resolver algumas questões relacionadas a durabilidade e produção em grande escala desse tipo de semicondutor. O que esperamos ver é uma próxima geração de dispositivos já venha com um pouco mais de dificuldade de se ver a olho nu.

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