A Anatel compartilhou um ato a respeito de segurança para itens de telecomunicações. A ação aconteceu depois da aprovação do Regulamento de Segurança Cibernética pela agência, que sugere regular os riscos e estruturar uma vigilância permanente do mercado. Uma das características que mais chama atenção é que roteadores Wi-Fi e outros itens de internet não poderão ter senhas simples.

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Como indica o Teletime, o ato 77/2021 indica que “um conjunto de requisitos de segurança cibernética para equipamentos para telecomunicações visando minimizar ou corrigir vulnerabilidades por meio de atualizações de software/firmware ou por meio de recomendações em configurações”.

Para a nova regra, a Anatel irá homologar somente itens criados com o princípio security by design. Ou seja, de maneira que os itens necessitam ser desenvolvidos para serem seguros e desprovidos de qualquer recurso de backdoor.

A ação acontece pouco antes do leilão do 5G, com a pergunta a respeito da permissão de uso de produtos da Huawei. A desenvolvedora é criticada pelo governo de Donald Trump nos EUA. Ou seja, que acusa (sem provas) a companhia de ser uma parte de espionagem do governo da China.

Roteadores Wi-fi não poderão ter senhas simples

Se você tem o costume de utilizar o usuário e senha “admin” ao logar no roteador, entenda que isso está prestes a ser finalizado. Além disso, as regras estabelecem que os produtos de redes não poderão ter senhas em branco ou fáceis, e nem mesmo credenciais iguais entre todos os equipamentos fabricados.

Os itens também necessitam forças a alteração da senha padrão no primeiro uso, e não utilizar credenciais derivadas de dados de fácil acesso. Dessa forma, aqui fica o destaque para o endereço MAC, que é determinado como palavra-chave por muitas desenvolvedoras.

Além disso, os itens necessitam ter mecanismos automatizados e seguros para updates de software, falar para o utilizador a respeito das mudanças adicionadas nas atualizações e preservar as configurações pré-existentes depois do processo de instação.

Quanto ao gerenciamento remoto, a ação necessita que os produtos tenham métodos certos de autenticação e criptografia, assim como métodos de controle que limitem o acesso à origens em específico.

Caso algum erro de segurança seja identificado em itens homologados, o equipamento fica sujeito a avaliação da Anatel caso a falha atinja a segurança dos utilizadores e das operadoras.

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